Sobre os noivos

Há mais de mil dias demos o primeiro beijo e desde então tecemos uma relação apaixonada de amizade, companheirismo e carinho. 
Antes disso, em meio a tantos amigos em comum, nos aproximamos. Quando percebemos, estávamos encantados. Um pelo o outro. 
O sentimento brotou com a naturalidade da semente que rompe o solo para se alimentar do sol. Virou compreensão, tolerância, ternura. Contemplação, síntese. Fotossíntese.
Nossas afinidades afloraram, nossa doação mútua nos nutriu. As agruras – umas lá, vá - nos forjaram parceiros.
A troca de olhares, de ideias e carinhos nos conectaram. Sintonizados, não se cogita mais o mundo sem mãos dadas a percorrer. 
O desejo impetuoso nos fez amantes. Os sonhos e a realidade nos tornaram felizes. Os planos, as vivências, e a Nina nos fizeram família. 
O casamento só vem reafirmar o que não começa. Continua. Vivemos o deleite e o delírio do amor tranquilo, cantado pelo poeta.
Estamos ansiosos para celebrar a beleza dessas coisas simples e misteriosas que brotaram e se enraízam em nós. 
A beleza desses sentimentos que exalam aromas com gosto de cores, sabores de luzes que saem pelos poros, de auras que tingem nossos olhos de borboletas, que fazem brilhar nossa crina ainda que não haja crina alguma.  
É com essas sensações que não têm nome, só podem ser descritas com recursos sinestésicos e figuras de linguagem, que aguardamos aqueles tão caros e especiais: vocês.
Nossos convidados, que permeiam essas vivências e emoções tão sublimes, como água onde dançam peixes coloridos. Como flora onde nadam beija-flores.

 

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